Depois de 20 anos atuando como chef de cozinha, hoje Gustavo Guterman prefere não se apresentar com esse título… “Sou professor-pesquisador”, diz o profissional e ativista que hoje dedica a vida a ensinar uma nova Gastronomia dentro da sala de aula e lutar por melhores relações de trabalho dentro da cozinha.
A resistência em se identificar com o termo “chef de cozinha” vem da estética elitista que envolve os líderes de cozinhas profissionais no Brasil.

“É uma estética cafona, isso faz com que se mantenha a violência, inclusive a exploração de pessoas que passam 14, 16 horas em pé numa cozinha, recebem um salário mínimo e não têm um dinheiro para levar comida pra casa, mas alimenta as outras pessoas”.
A conversa é dura. O assunto é forte. Mas necessário. Da glamourização do chef à exploração trabalhista, passando até pelos espetáculos abusivos de reality shows em tv aberta, coube tudo na entrevista com Gustavo Guterman.
O professor sabe que é difícil mudar o mundo, mas inspirar os outros é uma forma de começar.
Vem se inspirar com esse episódio super honesto.