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Como a união entre os agricultores facilita o acesso à certificação orgânica

Mandioca colhida no Sítio Paraíso Bio-Orgânico (Foto: Arquivo Pessoal)

junho 2, 2020
em Gastronomia

Quando Inge e Arnildo Stein compraram um terreno na área rural de Porto Belo (SC), em 1996, encontraram uma área cercada de nascentes, mas tomada por pastagens e vegetação secundária. Antes de qualquer coisa, eles deixaram a floresta nativa se regenerar. E foi graças a esta decisão que, vinte anos depois, o Sítio Paraíso Bio-Orgânico virou um refúgio de Mata Atlântica que cultiva produtos sem aditivos químicos e com o selo de certificação orgânica.

O sítio parou de usar agrotóxicos e adubos sintéticos em 2010, mas conseguiu a certificação orgânica somente em 2016. Neta do casal, Stephanie Machado Stein se formou em Ciência e Tecnologia e, aos 26 anos, passou a se dedicar ao sítio da família. Ela conta que a propriedade mudou para o sistema orgânico por iniciativa do seu pai, Carlos. “No começo, o baque foi grande, pois nem sabíamos como proceder e o que fazer para substituir o que era aplicado, mas tivemos bastante ajuda e apoio dos órgãos públicos, além de muito estudo. Sabíamos que o processo era lento e que no futuro isso traria recompensas inimagináveis, principalmente para a natureza e para a saúde de todos”.

Início do parreiral de uva nos primórdios do Sítio Paraíso, em Porto Belo (SC), que cultiva produtos com certificação orgânica pelo sistema participativo
Início do parreiral de uva nos primórdios do Sítio Paraíso em Porto Belo (SC) (Foto: Arquivo Pessoal)

Em 2013, o sítio foi autorizado a vender suas uvas grano d’oro como orgânicas, mas ainda sem o selo de certificação. Para obtê-lo, seria preciso contratar uma auditoria e pagar cerca de R$ 3 mil por ano. A opção mais viável, no entanto, foi buscar a cooperação de outros agricultores em um Sistema Participativo de Garantia (SPG). Em resumo: para reduzir o custo, um produtor fiscaliza o outro.

Selo Sisorg de certificação orgânica pelo Sistema Participativo de Garantia (SPG)
O que é o Sistema Participativo de Garantia?

A certificação pelo sistema participativo custa aproximadamente três vezes menos que as empresas de auditoria. Funciona assim: os produtores de uma determinada região se associam em grupos e procuram um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (Opac) cadastrado no Ministério da Agricultura. As Opacs cuidam da emissão dos certificados e da parte burocrática, e os responsáveis pela fiscalização da conformidade orgânica são os próprios agricultores, que formam comissões de verificação para visitar e avaliar as propriedades integrantes de cada grupo.

Stephanie conheceu o sistema participativo de certificação orgânica em 2016, por indicação de uma amiga que trabalhava na Associação de Agricultura Biodinâmica do Sul (ABDSul), uma Opac sediada em Florianópolis.

“Nessa época a gente nem entendia direito o que era a certificação participativa, mas fomos de cabeça, pois não tínhamos nada a perder, só acrescentar. Foi uma decisão muito linda, além de um empurrãozinho para continuarmos trabalhando aqui com um objetivo maior”.

O Sítio Paraíso passou a fazer parte do Grupo Litoral, que reúne agricultores de toda a região. “Somos de Porto Belo, mas o nosso grupo possui na maioria membros de Florianópolis, sendo metade produtores agrícolas e a outra metade processadores de alimentos. O que torna o grupo bem diversificado, permitindo o intercâmbio de aprendizados de diferentes áreas”.

Stephanie Stein em meio aos parreirais do Sítio Paraíso, fundado por seus avós e que cultiva produtos com certificação orgânica em Porto Belo (SC)
Stephanie em meio aos parreirais do Sítio Paraíso (Foto: Arquivo Pessoal)

Para aderir ao sistema participativo de certificação orgânica, o produtor deve entrar em contato com uma Opac, que tentará enquadrá-lo em algum grupo de agricultores já existente, que pode ou não aprovar a entrada do novo membro. “Dependendo da demanda e da quantidade de pessoas no grupo, pode-se abrir novos grupos em uma mesma região”, explica Stephanie.

Vantagens da certificação participativa

Além do custo mais baixo, outra vantagem do sistema participativo é a troca de experiências entre os agricultores. A fiscalização pode ser até mais criteriosa que a das auditorias contratadas, até porque as normas da Opac podem ser até mais rígidas que as da legislação. “Como temos a responsabilidade compartilhada, se um membro do grupo não cumpre com as normas, todo o grupo é prejudicado e, inclusive, a Opac. Se um de nós falha, todos falham, mas ao mesmo tempo todos se ajudam, e nas vitórias também estamos juntos. É o compartilhar e a comunidade que se cria que torna tudo tão especial”.

Quem também ganha é o consumidor, que passa a ter acesso a mais produtos orgânicos certificados, e a um preço menor. O intercâmbio de ideias entre os agricultores também favorece o crescimento dessa oferta. Atualmente, o Sítio Paraíso trabalha com os princípios da agricultura biodinâmica e conta com produção regular de mandioca, uva, banana e cítricos. “Eu e meu companheiro estamos colocando a mão na terra para tirar o nosso sustento daqui também, vendendo parte da produção para os feirantes locais e ensacando lenha de eucalipto da propriedade”.

“Já temos muitos projetos para o futuro e pouco a pouco vamos construindo os degraus que nos levam até lá. A ideia é fazer do sítio não somente o nosso sustento, mas sim o nosso estilo de vida, mais tranquilo e conectado com a natureza”, encerra Stephanie.

LEIA TAMBÉM: Como funciona a certificação de orgânicos por auditoria
Tags: alimentos orgânicoscertificação orgânicaorgânicosprodução orgânicaselo sisorg

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